Novo Dacia Duster: igual ao de sempre, mas melhor do que nunca

Regressar ao Duster 4×4 foi uma experiência muito positiva. Não estranhei as boas sensações, atenção. Não foi uma total surpresa. Mas passar um fim-de-semana prolongado na sua companhia foi ainda mais agradável do que esperava. Foi como rever um velho e bom amigo, alguém que não víamos há já algum tempo mas com quem sabemos que podemos sempre contar. E foi isso mesmo que aconteceu.

A minha estreia ao volante de um Duster da primeira geração foi curta mas suficientemente longa para ficar convencido de que era capaz de cumprir com tudo aquilo a que se propunha. Ainda para mais tratanto-se da versão de tração integral, mais bem preparada para a aventura. Nesse mesmo dia já tinha ficado impressionado com a facilidade com que trepou uma “parede” de terra com cinco pessoas lá dentro, sem mostrar quaisquer sinais de hesitação. Depois chegou a minha vez e ao volante, mesmo não me aventurando por obstáculos tão exigentes, fiquei muito agradado com o Duster. Quer com as suas capacidades, quer enquanto conceito e posição no mercado. Um SUV como a malta gosta. Bonito, barato, robusto e com o argumento extra de se portar lindamente nas aventuras fora de estrada.

A meu ver, a introdução da segunda geração do Duster saiu tão bem à Dacia quanto a da primeira. O design é moderno e transmite robustez. Evoluiu para umas linhas mais contemporâneas mas sem perder carácter, algo que falta a carros bem caros que o Duster. Também no que diz respeito à condução e ao equipamento o salto é enorme. Em estrada aberta, rola confortavelmente e com um pisar bem mais refinado. E nas curvas nunca adorna de forma exagerada, apesar do perfil brando da suspensão. A resposta da direção é outro elemento em que a evolução é notória.

Saindo de estrada e atirando-o para caminhos menos próprios, o Duster revela uma enorme solidez. Não estamos a falar de um puro todo-o-terreno, é óbvio. Mas impressiona pela capacidade de filtragem e por não bater e sacudir quem lá vai dentro mesmo quando abusamos um bocadinho do andamento. O motor é a última evolução do 1.5 dCi, agora com 115 cavalos e que assenta na perfeição ao Duster graças à sua boa disponibilidade desde os regimes mais baixos. Neste aspeto, também as relações muito curtas da caixa têm um papel preponderante, essenciais para os trilhos e subidas mais exigentes.

Neste nosso Duster não faltavam os estofos em pele, o ar condicionado automático, o alerta de ângulo morto e um infotainment a que, apesar das dimensões e do aspeto simples, pouco falta. As quatro câmaras exteriores são também uma mais-valia para nos apercebermos de tudo o que se passa à nossa volta. Quanto a espaço, a mala é bastante grande e o banco de trás é bastante folgado, bom para as grandes distâncias. Nem o túnel central é demasiado intrusivo no lugar do meio.

Concorrentes diretos? Desculpem-me, mas não há. Um pacote tão completo a este preço continua a fazer do Duster um estrondo de automóvel. Um proposta imbatível naquilo a que se propõe e principalmente para aquilo que custa. O maior elogio que se pode fazer à Dacia e ao seu Duster é que continua a transmitir a mesma sensação de valor seguro, de robustez e de praticidade que a geração precedente. Aquela sempre agradável ideia do “podes contar comigo” ou o clássico “eu safo-te isso, amigo”. O Duster está cada vez melhor e está lá para tudo.

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